A PARÁBOLA DO LENHADOR
Era uma vez um Lenhador que acordava todos os dias às seis da manhã e passava o dia inteiro a cortar lenha, regressando a casa apenas de noite.
Este Lenhador tinha um filho muito lindo, de poucos meses de idade, e uma raposa sua amiga, tratada como animal de estimação e total confiança. Assim, o Lenhador ia trabalhar todos os dias e deixava a raposa a tomar conta do seu filho. Todos os dias, quando chegava a casa, notava a felicidade da raposa c
om a sua chegada.
Os vizinhos do Lenhador, no entanto, alertavam-no contra a raposa, dizendo-lhe que ela era um bicho, um animal selvagem, e portanto não era de confiança e que, quando sentisse fome, comeria a criança.
O Lenhador respondia-lhes que isso era um disparate, pois a raposa era sua amiga e nunca faria uma coisa dessas. No entanto, os vizinhos insistiam:
- Abre os olhos, Lenhador! A raposa vai comer o teu filho!
- Quando a raposa sentir fome, comerá o teu filho!
Um certo dia, o Lenhador chegou a casa extremamente exausto do trabalho e cansado desses comentários dos seus vizinhos. Ao entrar viu a raposa sorrindo, tal como fazia sempre, mas com a boca toda ensanguentada… o Lenhador sentiu um calafrio e, sem pensar duas vezes, deu com o machado na cabeça da raposa, matando-a.
Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou o filhinho dormindo tranquilamente no berço e, ao lado deste, uma cobra morta…
O Lenhador enterrou o machado juntamente com a raposa.
Adaptado de www.ieqbetim.net/lenhador.html
Este Lenhador tinha um filho muito lindo, de poucos meses de idade, e uma raposa sua amiga, tratada como animal de estimação e total confiança. Assim, o Lenhador ia trabalhar todos os dias e deixava a raposa a tomar conta do seu filho. Todos os dias, quando chegava a casa, notava a felicidade da raposa c
om a sua chegada.Os vizinhos do Lenhador, no entanto, alertavam-no contra a raposa, dizendo-lhe que ela era um bicho, um animal selvagem, e portanto não era de confiança e que, quando sentisse fome, comeria a criança.
O Lenhador respondia-lhes que isso era um disparate, pois a raposa era sua amiga e nunca faria uma coisa dessas. No entanto, os vizinhos insistiam:
- Abre os olhos, Lenhador! A raposa vai comer o teu filho!
- Quando a raposa sentir fome, comerá o teu filho!
Um certo dia, o Lenhador chegou a casa extremamente exausto do trabalho e cansado desses comentários dos seus vizinhos. Ao entrar viu a raposa sorrindo, tal como fazia sempre, mas com a boca toda ensanguentada… o Lenhador sentiu um calafrio e, sem pensar duas vezes, deu com o machado na cabeça da raposa, matando-a.
Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou o filhinho dormindo tranquilamente no berço e, ao lado deste, uma cobra morta…
O Lenhador enterrou o machado juntamente com a raposa.
Adaptado de www.ieqbetim.net/lenhador.html
.......................................................................................................................................................................
Quando eu era pequenina adorava ouvir as histórias sobre a raposa malvada que no fim levava sempre uma grande lição e era castigada pelos seus disparates. No entanto, nunca gostei do final dessas histórias; eu adorava a personagem da raposa e achava que se fosse um animal era esse que gostaria de ser. Gostava da raposa pela sua astúcia, acima de tudo, e também achava, das histórias que ouvia, que eram muito injustos com ela porque ela teria certamente os seus motivos para agir desta ou doutra forma.
Ao longo da vida cometi muitos erros, mas também fui muitas vezes julgada injustamente, por pessoas que nem me conheciam e outras que me conheciam bem mas preferiram acreditar em terceiros. Esta história fez-me lembrar essas situações e pensar que por vezes traímos aqueles que amamos por nos precipitarmos, por nos deixarmos levar por palavras de quem não nos quer bem, em vez de pensarmos em falar com e ouvir quem realmente é importante para nós antes de agirmos.
E é verdade: a raposa nem sempre é a má da fita. Nem sempre é a culpada, e nem sempre é a vilã. Às vezes os lobos vestem-se de cordeirinhos dóceis.



0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home