Amanha não quero acordar. Quero acabar com a dor, Com as máscaras; Quero ser eu bem longe de mim! Quero ter coragem para dar esse passo derradeiro, Mas sei que não tenho. Já estive ali, à beira do precipício, Comecei a contagem decrescente, mas voltei para trás. Estou cansada. Cansada de lutas que eu não pedi, que eu não quero travar, Cansada de escolhas que não posso fazer, Cansada de mim. Vivi intensamente. Sofri, fiz sofrer, entreguei amor, recebi prazer, entreguei prazer e recebi amor. Fiz loucuras!... Mas dentro ficou sempre o vazio... O vazio está agora mais presente, e queima e fere! Estou só. Só em presença, só no espírito, só no coração. Não tenho para onde me voltar, não tenho, não, não... Não estou a viver. Choro. Eu sei que dois olhos inocentes anseiam por luz, precisam que eu veja por eles, E é isso que me impede, Mas será que estou a ser egoísta e má ao desejar ter coragem para não pensar nisso? Eu sei que estou. Mas está a tornar-se insuportável viver. E a culpa é do ódi...